Pular para o conteúdo principal

5 sinais de que Relações Internacionais é o curso ideal para você


O curso de Relações Internacionais prepara profissionais que têm a capacidade de atuar a nível nacional e internacional em diversas áreas, fazendo com que sejam profissionais muito demandados no mundo globalizado de hoje.


Escolher um curso superior é uma das decisões mais importantes que tomamos em nossas vidas. Na maioria das vezes, é isso o que determina qual será o caminho profissional que seguiremos no futuro.


Nesse sentido, o bacharelado em Relações Internacionais (RI) oferece uma ampla gama de oportunidades profissionais, motivo pelo qual essa área tem ganhado muita força nos últimos anos.


Mesmo assim, muitas pessoas ainda ficam em dúvida sobre se devem ou não fazer esse curso. Por isso, trazemos aqui cinco sinais de que o bacharelado em RI pode ser a escolha certa para você. Então, vamos lá!

1. Você tem boas habilidades de comunicação

A comunicação é uma ferramenta fundamental para qualquer internacionalista, independentemente de sua área de atuação.


Essa habilidade permite lidar com maior facilidade com pessoas e grupos de diversas culturas, além de transmitir uma boa imagem profissional.


Por isso, ao longo da formação em Relações Internacionais os estudantes devem participar de debates, palestras, seminários e até mesmo simulações de negócios e conferências. 


De igual maneira, os estudantes desse curso costumam treinar bastante a escrita formal e acadêmica, redigindo ensaios, artigos científicos, monografias, documentos de posição, relatórios, etc.


Desse modo, ao falarmos sobre habilidades de comunicação, é importante destacar não apenas a capacidade de dicção e expressão oral, mas também a habilidade de escrever de maneira clara e concisa.


Esse foco tão grande nas habilidades comunicativas, que já é perceptível a partir do curso de graduação, se deve à natureza do trabalho dos internacionalistas.


Assim, praticamente todas as opções de emprego estão direta ou indiretamente ligadas à habilidade de transmitir mensagens de maneira eficaz, sabendo como se adaptar a cada situação e contexto de maneira profissional. 


Então, se você já possui uma boa base nessa área, saiba que está um passo à frente na sua carreira como internacionalista.


Leia também: Áreas de atuação do profissional de Relações Internacionais


2. Você gosta de falar em outros idiomas


Para além das habilidades comunicativas em si, é bom levar em conta que o conhecimento de outros idiomas também é muito relevante para quem faz Relações Internacionais. Na verdade, pode se dizer que

A capacidade de falar de maneira fluente em outras línguas é algo essencial para os internacionalistas.

Afinal, é esse conhecimento o que lhe permitirá estabelecer conexões com pessoas de culturas diferentes, além de ser um grande diferencial no mercado de trabalho. 


Já ao longo do curso de RI, é muito frequente os professores recomendarem leituras que só estão disponíveis em língua estrangeira. A mais comum, como você pode adivinhar, é o inglês.


Entretanto, também é comum que os estudantes busquem aprender outros idiomas. Os mais frequentes são espanhol, francês, alemão, mandarim e árabe, mas claro, isso depende dos objetivos e interesses profissionais de cada um. 


Por outro lado, os estudantes que já conhecem uma ou mais línguas além do português costumam ter acesso a melhores oportunidades de estágio, bem como a programas de mobilidade acadêmica no exterior — ambas sendo experiências de grande valor para os internacionalistas.   


Por isso, se você já é fluente em outros idiomas e/ou tem facilidade para aprendê-los, por que não aproveitar essas suas habilidades para construir uma carreira em Relações Internacionais? 


3. Você é uma pessoa com pensamento crítico


O pensamento crítico é uma habilidade essencial para qualquer internacionalista, uma vez que envolve a capacidade de raciocinar com clareza, sabendo como analisar diversas situações a partir de múltiplas perspectivas. 


Assim, não é à toa que os graduados em RI também sejam chamados de analistas internacionais. Afinal, essa habilidade é um requisito indispensável tanto na vida acadêmica quanto na profissional. 


É por esse motivo que durante a graduação, os estudantes aprendem a construir argumentos sólidos, aplicando conceitos e teorias de diversas disciplinas e estabelecendo nexos entre elas conforme as necessidades de cada situação. 


Um exemplo prático disso são as análises de conjuntura, em que os alunos devem analisar um evento complexo, como o conflito entre a Rússia e a Ucrânia, considerando aspectos sociais, históricos, políticos, econômicos, entre outros.


Além disso, o pensamento crítico está presente na maior parte de atividades profissionais dos internacionalistas — como coleta e análise de dados, identificação de problemáticas, resolução de conflitos e planejamento estratégico.


Ou seja, se você já possui habilidades de pensamento crítico, estará em vantagem para enfrentar os desafios do mundo acadêmico e profissional na área de RI.


4. Você tem interesse nas ciências sociais e humanas


Estar interessado na área de ciências sociais e humanas é um requisito para cursar Relações Internacionais. Por isso,
Muitos alunos e graduados de RI gostam de destacar o caráter multidisciplinar do curso como uma das suas características mais importantes. 

Afinal, não há como entender o cenário internacional sem ter conhecimento de história, política, sociologia, economia, direito, bem como muitas outras disciplinas da área de ciências sociais e humanas


Assim, o corpo docente dos cursos de RI sempre está composto por especialistas de diferentes campos de estudo, o que contribui grandemente à educação dos internacionalistas. 


Além disso, essa formação lhes permite aos graduados ter a possibilidade de trabalhar em áreas muito diversas, combinando o que aprenderam no curso com a própria atuação profissional, e ainda podendo realizar mestrados caso decidam se especializar em uma área específica. 


Então, se você gosta de ciências sociais e humanas, mas não tem certeza em qual gostaria de se focar, o curso de Relações Internacionais pode ser uma ótima alternativa.


Leia também: Principais disciplinas do curso de Relações Internacionais


5. Você gosta de se manter atualizado sobre os acontecimentos globais


Por último, mas não menos importante, não podemos deixar de mencionar esse sinal. Os professores de RI sempre estão encorajando os estudantes para estarem atentos ao que vem acontecendo a nível global, e muitas vezes, acabam usando esses eventos para exemplificar conceitos e teorias que se aprendem em sala de aula.

Por isso, é uma necessidade para os profissionais dessa área se manterem informados, lendo jornais internacionais e assistindo a noticiários de diversas partes do mundo.


Além disso, é recomendado seguir podcasts e outros canais de informação que discutam temas recentes sobre política e economia — desse jeito, os alunos conseguem explorar as visões de diferentes especialistas que lidam no dia a dia com esses assuntos.


Ou seja, se você é uma pessoa que se interessa pelas notícias e eventos internacionais, o curso de RI pode ser uma excelente opção para compreender melhor os acontecimentos que moldam o mundo atual, e ainda conseguir aplicar esse conhecimento na sua vida profissional.




E aí, se identificou com algum sinal? Qual outro você adicionaria?


Comentários

  1. Interessantíssimo, parabéns pela dedicação!

    ResponderExcluir
  2. Caro amigo,

    Quero lhe parabenizar pelo excelente artigo que você escreveu sobre os "5 sinais de que Relações Internacionais é o curso ideal para você". Foi um prazer ler sua perspectiva tão bem articulada sobre este campo fascinante.

    Seu artigo demonstra claramente sua paixão pelas Relações Internacionais e a capacidade de compartilhar seu conhecimento e experiência com outros. Suas dicas são valiosas para aqueles que estão considerando seguir esse caminho acadêmico e profissional.

    Sua habilidade de sintetizar e explicar conceitos complexos de forma clara e concisa é realmente impressionante. Estou certo de que aqueles que tiverem a oportunidade de ler o seu artigo ficarão inspirados a seguir seus próprios interesses em Relações Internacionais.

    Uma vez mais, parabéns pelo seu excelente trabalho. Você está fazendo uma grande contribuição para a comunidade acadêmica e profissional de Relações Internacionais. Estou ansioso para ler mais do seu trabalho no futuro.

    Atenciosamente,

    Jerry Andre

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Boa tarde, Jerry!

      Muitíssimo obrigado por seu comentário. Fico muito feliz em saber que você apreciou o meu trabalho e encontrou valor nele.

      Um abraço e até mais!

      Excluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

A Escola Inglesa nas Relações Internacionais

No capítulo 10 do livro Teoria das Relações Internacionais , o economista e professor universitário Gilberto Sarfati explica o que é a Escola Inglesa, seus principais autores e figuras relevantes e os aportes que esses trouxeram para compreender as Relações Internacionais (RI). Em princípio, o autor ressalta o fato de a Escola Inglesa ser relativamente recente, começando apenas em 1958, por meio do Comitê Britânico de Teoria de Política Internacional, que chegou ao seu fim em 1985. Entretanto, também é mencionado que a Escola Inglesa continue a existir enquanto corrente teórica das RI. Desse modo, Sarfati passa a destacar as quatro fases da Escola Inglesa, segundo a perspectiva de Waever: a primeira, de 1959 até 1966; a segunda, de 1966 até 1977; a terceira, de 1977 até 1992; e a última, de 1992 até à atualidade. Por outro lado, o autor também traz à tona a importância da diferenciação entre os conceitos de “sistema internacional” e “sociedade internacional” para a Escola Inglesa. O s...

Quebrando Paradigmas: O Impacto da Teoria Pós-Colonial nas Relações Internacionais

Imagem via: https://theconversation.com/the-global-south-is-on-the-rise-but-what-exactly-is-the-global-south-207959 No capítulo 10 do livro Theories of International Relations , a acadêmica da Universidade de Ottawa Rita Abrahamse n  apresenta uma análise detalhada da Teoria Pós-Colonial das Relações Internacionais (RI) , desvendando suas raízes, principais expoentes e conceitos centrais. Nesta resenha, buscaremos aprofundar nossa compreensão da Teoria Pós-Colonial das RI, explorando os principais tópicos abordados por Abrahamsen. Primeiramente, Abrahamsen afirma que já na década de 1990, o movimento pós-positivista estimulara a formulação de perspectivas mais amplas das RI, com vista a iniciar um diálogo com os sujeitos tradicionalmente excluídos desse espaço. Nesse sentido, os teóricos feministas, pós-modernistas e da Teoria Crítica trouxeram importantes contribuições para as RI, desafiando e expandindo os horizontes conceituais da disciplina. Porém, autores que escreviam a parti...

Bacharelado em Relações Internacionais: o que é, principais disciplinas e áreas de atuação

Não é segredo para ninguém que as relações sociais, políticas e econômicas entre os diversos países são cada vez mais complexas, especialmente no mundo globalizado de hoje. Como consequência disso, foi criado o curso de Relações Internacionais (ou “RI”, como é abreviado), com uma duração mínima de quatro anos. Neles, espera-se que os estudantes de RI aprendam a analisar o cenário internacional de forma crítica. Para atingir esse objetivo, o curso conta com uma grade curricular bastante multidisciplinar , abrangendo diversas áreas das ciências sociais e humanas. Assim, neste artigo vamos explorar: 1. Sobre o que trata o bacharelado em Relações Internacionais? 2. Principais disciplinas do curso 3. Áreas de atuação profissional 3.1. Academia 3.2. Diplomacia 3.3. Organizações Internacionais   3.4. Organizações Não Governamentais (ONGs) 3.5. Setor Privado 4. Conclusões 1. Sobre o que trata o bacharelado em Relações Internacionais? As Relações Internacionais estão intimamente relaciona...

La Crítica Social y Política en el Video Musical 'Do the Evolution' de Pearl Jam

Fuente:  https://youtu.be/aDaOgu2CQtI?si=ldmLP20xMgTIHV8h En el clip musical “Do the Evolution” de la banda Pearl Jam se muestran, por medio de dibujos animados, diversos hechos históricos y socioculturales que tuvieron un profundo impacto en la historia de la humanidad, así como en la dinámica de las relaciones internacionales que se formarían como consecuencia. Entre dichos acontecimientos, resaltan la colonización de América, la esclavitud, la Segunda Guerra Mundial y los excesos del capitalismo en la Revolución Industrial.  En el primer minuto del video puede verse, desde la perspectiva del colonizador, la dominación de los pueblos aborígenes de América . La frase “Puedo matar, pues en Dios yo confío” hace referencia explícita al uso de la religión por parte de los europeos como medio para justificar el uso masivo de la fuerza para imponer su propio sistema político, ideológico y cultural sobre las civilizaciones indígenas. Es un hecho que, en dicha época, los co...

A Teoria Construtivista das Relações Internacionais

No capítulo 22 do seu livro Teoria das Relações Internacionais (2005), o economista e professor universitário Gilberto Sarfati aborda os principais conceitos da teoria construtivista das Relações Internacionais (RI) e a sua importância para essa área acadêmica. Para isso, o autor baseia-se essencialmente na perspectiva de Alexander Wendt, cujo livro, Social theory of international politics (1999) oferece uma visão alternativa do tradicional Theory of international politics (1979), escrito pelo cientista político neo-realista Kenneth Waltz. Assim, neste resumo vão ser apresentados os pontos principais do construtivismo nas RI, tal como explicados por Sarfati. Em primeiro lugar, Sarfati destaca a importância atribuída às identidades na formação dos interesses dos Estados, conforme a teoria construtivista. Assim, o autor afirma que no construtivismo os Estados são vistos como construções sociais formadas ao longo da história, e que a sua convivência social com outros Estados pode mod...

O Realismo Clássico nas Relações Internacionais

No capítulo 2 do livro Teoria das Relações Internacionais: Correntes e Debates (2005), os internacionalistas João Nogueira e Nizar Messari trazem uma síntese completa sobre o que é a perspectiva realista das Relações Internacionais, abrangendo seus conceitos basilares, as distintas vertentes e os principais autores que contribuíram para a sua formação. Cabe destacar que, neste resumo, focaremos apenas no realismo clássico, o qual abrange as páginas 20 a 42 do texto mencionado. Em princípio, Nogueira e Messari ressaltam o fato de que não se pode falar na existência de uma só teoria realista: pelo contrário, ela seria melhor definida como um conjunto de visões que, apesar de terem diferenças importantes, partem de uma série de bases teóricas compartilhadas. Nesse sentido, os autores mencionam três personalidades cujas produções resultaram essenciais para o desenvolvimento das teorias realistas: Tucídides, Nicolau Maquiavel e Thomas Hobbes. A Tucídides atribui-se o conceito de anarquia i...