Não é segredo para ninguém que as relações sociais, políticas e econômicas entre os diversos países são cada vez mais complexas, especialmente no mundo globalizado de hoje.
Neles, espera-se que os estudantes de RI aprendam a analisar o cenário internacional de forma crítica.
Para atingir esse objetivo, o curso conta com uma grade curricular bastante multidisciplinar, abrangendo diversas áreas das ciências sociais e humanas.
Assim, neste artigo vamos explorar:
As Relações Internacionais estão intimamente relacionadas com a Ciência Política, como se fossem uma espécie de irmã ou até mesmo filha desta última.
Entretanto, a formação acadêmica do internacionalista gira em torno de um objeto de estudo diferente da Ciência Política: as interações entre países, povos e culturas diferentes.
Os internacionalistas devem ter a capacidade de analisar o sistema internacional e seus atores, tais como Estados, Organizações Internacionais, ONGs, empresas multinacionais, entre outros.
Além disso, devem ter conhecimento em diferentes campos, que vão além do âmbito político, abrangendo também outras áreas sociais, econômicas e até mesmo jurídicas.
Por essa razão, é bastante comum que sejam realizadas simulações da ONU e de negociações entre diversos agentes internacionais como parte da formação obrigatória do internacionalista, assunto do qual falaremos logo em seguida.
Como mencionado anteriormente, a grade curricular do bacharelado em Relações Internacionais é muito multidisciplinar. Assim, as principais áreas estudadas ao longo do curso incluem, mas não se limitam a:
- Direito Internacional Público
- Economia Internacional
- Estado e Sociedade
- Geografia
- Geopolítica
- História das Relações Internacionais
- Organizações Internacionais
- Política Externa
- Sociologia Clássica e Contemporânea
- Teoria das Relações Internacionais
- Teoria Política Clássica e Moderna
Essas disciplinas fornecem uma base sólida para que o futuro internacionalista tenha uma compreensão ampla do cenário internacional e seja capaz de analisá-lo e agir diante dele de forma adequada.
Da mesma forma, o bacharelado em Relações Internacionais, por ser muito abrangente, tende a oferecer uma grande variedade de disciplinas optativas, dando aos estudantes a oportunidade de se concentrar de maneira mais específica nas áreas que lhes interessem.
Para dar alguns exemplos, as disciplinas optativas podem estar mais voltadas para temas como Análise de Conflitos, Comércio Exterior, Diplomacia, Direitos Humanos, Integração Regional, Meio Ambiente, Segurança Internacional, entre muitos outros.
Por outro lado, para um internacionalista é indispensável ter um bom domínio do inglês, uma vez que essa é a língua franca mais comum no âmbito internacional.
Além disso, recomenda-se o estudo de outros idiomas, como o espanhol e o francês, que costumam ser muito utilizados nas conferências da Organização das Nações Unidas (ONU), bem como em muitas outras organizações relevantes a nível global.
No entanto, o aprendizado de idiomas estrangeiros muitas vezes não está presente na grade curricular dos cursos de Relações Internacionais como disciplinas obrigatórias.
Isso faz com que os estudantes precisem adquirir essas habilidades por conta própria ou por meio de cursos particulares, a menos que sejam oferecidas como disciplinas optativas na própria instituição de ensino.
Muitas pessoas acham que o mercado de trabalho para quem faz Relações Internacionais é limitado, com poucas oportunidades profissionais.
Porém, essa é uma opinião totalmente errada.
A verdade é que, devido à amplitude do curso de RI, existem muitas áreas de trabalho em que os internacionalistas podem se desempenhar.
Assim, nesse post vamos falar sobre as cinco áreas de atuação principais para aqueles que se formam em Relações Internacionais.
O estudo das Relações Internacionais enquanto área acadêmica é um fenômeno relativamente recente no Brasil, surgindo como curso de graduação apenas em 1974, na Universidade de Brasília.
Desde então, essa área tem experimentado um crescimento enorme, especialmente nas últimas três décadas.
Assim, entre 1999 e 2023, o número de cursos de graduação em Relações Internacionais no Brasil aumentou de 21 a 134, isso sem contar os programas de mestrado e doutorado que entram na mesma área.
Por isso, há uma grande demanda de profissionais que estejam preparados para atuar enquanto docentes universitários e pesquisadores, dois papéis que frequentemente se complementam um ao outro.
Para se tornar professor universitário, costuma ser necessário possuir um mestrado. Entretanto, muitas universidades dão preferência a candidatos com doutorado, por terem um nível de conhecimento mais avançado.
Além disso, se o que se busca é ser professor na rede de educação pública, é necessário ser aprovado em um concurso público, que na maioria das vezes é muito concorrido.
Já em relação aos salários, há uma variação significativa entre as diferentes regiões do país, o que também depende de vários fatores, como a instituição de ensino em questão, a quantidade de horas de trabalho, o nível de qualificação (mestrado ou doutorado), os anos de dedicação, o número de produções acadêmicas publicadas e até mesmo a área de especialização de cada professor.
Entretanto, de acordo com uma reportagem da Globo em 2016, o salário médio dos professores com dedicação exclusiva (ou seja, de 40 horas por semana) nas universidades federais era como mostrado na tabela a seguir:
Assim, podemos dizer que a carreira de professor universitário oferece muitas vantagens e desafios.
Ao optar por essa profissão, se tem a oportunidade de transmitir conhecimento e experiência para a próxima geração de estudantes, além de contribuir para o desenvolvimento da área de Relações Internacionais por meio da pesquisa e produção de trabalhos acadêmicos.
No entanto, também exige um alto nível de dedicação e comprometimento para alcançar a qualificação necessária e se destacar na área.
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A diplomacia é, com certeza, a área de trabalho mais conhecida para quem se dedica a estudar as relações internacionais. Assim, o trabalho dos diplomatas consiste em atuar como representantes do próprio país perante outras nações e organizações internacionais.
O objetivo da diplomacia é manter e/ou promover boas relações com outros países por meio da negociação de tratados e da participação de eventos internacionais, entre muitas outras funções. Por isso, é uma profissão essencial para o bem-estar dos países no sistema internacional.
Para se tornar um diplomata no Brasil, é necessário atender a vários requisitos. De acordo com o site oficial do Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty), aqueles que tenham interesse na diplomacia devem ser aprovados no Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD), após o qual ainda irão receber um treinamento especializado.
Para passar no concurso - que, aliás, é muito concorrido - os aspirantes devem demonstrar domínio em quatro línguas (português, inglês, francês e espanhol), além de um bom conhecimento em história, geografia, direito e política internacional.
Uma vez na fase de treinamento, os candidatos aprovados poderão aperfeiçoar seus conhecimentos, além de aprender técnicas de negociação que lhes serão muito úteis para o seu desempenho profissional.
Assim, o caminho para se tornar diplomata é bem complexo e requer uma formação muito específica. Porém, é justamente essa dificuldade que faz com que a profissão seja altamente valorizada - sendo o salário para um diplomata iniciante de R$19.199,06, conforme o último edital divulgado pelo Itamaraty.
As organizações internacionais são instituições formadas por meio de acordos entre governos de diferentes países.
O seu objetivo principal é promover a cooperação entre os países em diferentes âmbitos, bem como tentar resolver diversas problemáticas internacionais.
Sendo assim, os internacionalistas que trabalham em organizações internacionais geralmente atuam em pelo menos uma das seguintes áreas:
- Desenvolvimento econômico
- Direitos Humanos
- Meio Ambiente
- Promoção de eventos culturais
- Promoção da paz e segurança
- Saúde
Dentre as organizações internacionais mais conhecidas, destacam-se a Organização das Nações Unidas, o Fundo Monetário Internacional, a Organização dos Estados Americanos e até mesmo a União Europeia.
Além disso, muitas dessas instituições estão presentes no Brasil, o que representa uma grande oportunidade para os internacionalistas interessados em atuar nessa área.
Se você tem interesse nesse setor, é recomendável que defina a sua área de especialização o quanto antes.
Dessa forma, você poderá aprimorar seus conhecimentos para aumentar as suas chances de sucesso na carreira. Também é bom ficar atento às possibilidades de estágio que possam surgir.
De qualquer forma, é fundamental desenvolver boas habilidades de comunicação e a capacidade de trabalhar em equipe para ter um bom desempenho nessa área.
As Organizações Não Governamentais (ONGs) são organismos sem fins de lucro que podem atuar tanto a nível nacional quanto internacional.
Dentre as ONGs mais conhecidas estão a Cruz Vermelha, Plan International, Médicos sem Fronteiras, Greenpeace, Human Rights Watch e Amnistia Internacional, todas elas tendo presença no Brasil.
Como você deve ter percebido, o campo de atuação das ONGs está principalmente voltado a propostas de desenvolvimento, visando ter impactos positivos na sociedade.
Por isso, a labor dos internacionalistas nesse tipo de organismos é muito importante, abrangendo praticamente as mesmas áreas e requisitos que foram mencionados anteriormente, na parte de organizações internacionais.
A diferença entre os dois tipos de instituições radica em que as ONGs, como o nome já diz, não estão diretamente associadas com um ou mais governos.
Por isso, elas são tidas como agentes mais neutrais no cenário internacional. Isso é algo positivo, uma vez que permite aos internacionalistas atuarem em diversos países sem sofrer tanto por influências políticas ou ideológicas.
Os internacionalistas também podem trabalhar no setor privado, o que inclui bancos, empresas transnacionais e até mesmo pequenas a medianas start-ups.
O trabalho no setor privado tende a variar muito, mas algumas das áreas mais comuns em que os internacionalistas podem trabalhar são:
- Análise de mercado global
- Assuntos regulatórios e governamentais
- Comércio exterior
- Consultoria em negócios internacionais
- Marketing internacional
- Mediação de conflitos
- Responsabilidade social corporativa em nível internacional
Assim, existem muitas áreas no setor privado em que os internacionalistas podem se desempenhar.
Os internacionalistas que decidam trabalhar nesse setor devem demonstrar boas habilidades de comunicação, mantendo relações positivas com clientes, parceiros e fornecedores internacionais.
É um requisito básico para quem quer trabalhar nessa área ter um ótimo domínio do inglês. Outros idiomas podem ou não ser necessários, a depender dos requisitos da empresa ou instituição.
Neste artigo, vimos que o bacharelado em Relações Internacionais abrange muitas áreas das ciências sociais e humanas, dando aos futuros internacionalistas uma perspectiva completa do sistema internacional e de seus atores.
E é claro que esses conhecimentos serão de muita utilidade na hora de exercer uma função ou cargo específico, sempre promovendo a cooperação e atuando como um mediador entre os conflitos que possam surgir.
Assim, a graduação em Relações Internacionais pode ser uma opção de formação acadêmica muito interessante para aqueles que gostariam de atuar profissionalmente analisando o contexto global.
Por isso, se você tem interesse em entender o mundo e trabalhar em prol da cooperação e resolução de conflitos a nível nacional e/ou internacional, o bacharelado em Relações Internacionais pode ser uma ótima escolha de curso para você.
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Parabéns pelo excelente artigo que você escreveu! Seu trabalho demonstra não apenas sua habilidade de escrita, mas também sua profundidade de conhecimento no assunto abordado. Estou muito orgulhoso de você e ansioso para ler mais de seus artigos no futuro. Continue assim!
ResponderExcluirOlá! Muito obrigado por seu comentário. Com certeza, publicarei mais posts em breve. Fique atento!
ExcluirParabéns!!! Ótimo trabalho, leitura excelente e fluida, com muitas informações relevantes e importantes!! Simplesmente amei! Vai ser um prazer continuar lendo suas publicações!
ResponderExcluirDo seu colega Luiz Henrique. :)
ExcluirOi, Luiz! Fico feliz que tenha gostado. Fique à vontade para deixar sugestões e comentários sempre que possível. Abraços!
ExcluirQue artigo maravilhoso!! Conteúdo acessível e bem organizado. Mal posso esperar próximos artigos, parabéns pelo trabalho!!
ResponderExcluirOlá, muito obrigado pelo feedback! Daqui a uns dias estarei postando um novo artigo. 😃
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